
Friday, December 24, 2010
Monday, December 20, 2010
Countdown!


Wednesday, December 8, 2010
"Une tempête de neige perturbe l'Ile-de-France" [Reuters]

2º a Língua continua a ter um não-sei-quê de estranho - epá, a sério! quando os franceses começam a falar depressa e naquele francês cheio de abreviaturas, não percebo nada, mesmo! O rapaz que está comigo no serviço fala tão depressa, mas tão tão depressa e usa tantas mas tantas expressões idiomáticas, que eu de vez em quando acho que ele está a falar russo, ou chinês, ou coisa parecida! É que ainda por cima, parece que já me "contagiaram" com esta coisa das abreviaturas: hoje dei por mim a dizer a uma enfermeira, durante a visita, "à tout" (em vez de "à tout à l'heure")... Será caso para me começar a preocupar?Sunday, November 28, 2010
Évry - 20 Novembre 2010

Depois de uma semana de trabalho intenso (que teve direito à "Messe des Étudiants" - Super!!), nada melhor do que ir "apanhar um pouco de ar fresco" e sair de Paris! Sim, porque isto de ser a única pessoa no serviço que fala inglês dá direito a ver tudo o que é doentes "estrangeiros"... vindos do Mali, Irão, Polónia... enfim, uma festa. O pior é quando nem inglês falam bem - o caso de um dos iranianos... enfim, como diria a minha irmã mais nova "Keep calm and fake a British accent" (embora naquele caso nem british, nem français, nem coisíssima nenhuma! Pronto, talvez árabe já "marchasse" mas disso eu é que "non capisco"...). A verdade é que lá nos íamos entendendo com a ajuda de um livrinho que o senhor tinha e, no último dia de internamento, ainda lhe dei uns conselhos sobre os melhores perfumes franceses para ele levar para a "misses" dele (como costumava dizer). Uma risota!
Bem, deixando de divagações, como dizia, no sábado fui até Évry. E soube tão bem! Pus a minha mochila às costas com o meu saco-de-cama (que veio a ser muito útil!) e lá fui em direcção à dita cidade, aproveitando o sol espectacular que "o" S.Pedro oferecia! O plano inicial era encontrar-me com o Guillaume e a Annika em Évry. No entanto, alguém "resolveu" atirar-se para a linha do RER, o que deu direito a "circulação interrompida por tempo indefinido"! Resumindo e concluindo, eles não conseguiram vir...
Mas é nestas alturas que acontece sempre qualquer coisa inesperada: encontrei o Alexandre do IST (que neste momento está a fazer Erasmus no Polytechnique)! Portanto, acabei por ir com ele e com mais dois amigos dele - o Étienne (francês) e o Dominik (alemão) - a um grupo de partilha sobre "Partir ao encontro do outro". Acabado o grupo, fomos até ao terraço da igreja para o convívio acompanhado de um chá - e como 1 caneca não foi suficiente para aquecer (apesar do sol, estava "milhões" de frio!) - acabámos por tomar para aí umas 3 ou 4 (tenho a impressão que o Dominik chegou a ir encher a caneca uma 5ª ou mesmo 6ª vez!).
Voltando para dentro da catedral, tivémos a partilha final com o Ir. Alois, seguida da oração. Esta última dispensa quaisquer comentários! Saímos da catedral com um grande sorriso e uma grande, grande alegria, ainda com o "Aber du weisst den Weg für mich" nos ouvidos!!!
Dado que tínhamos a barriga "cheia de água", acabámos por terminar a curta estadia em Évry a jantar kebab junto à estação, antes de regressar a Paris!
PS1: A foto do post refere-se à Catedral de Évry (Cathédral de la Résurrection d'Évry) uma construção gigante moderna, cuja forma circular simboliza a perfeição divina e a comunhão de todos os povos, sem exclusão.
PS2: Na passada 6ª feira estava tanto frio, mas tanto frio que nevou!!! Epá a sério! A minha primeira neve "parisiense" ;)
PS3: Para a semana, em "solidaridade" com o feriado português do 1º de Dezembro, parece que aqui os franceses vão voltar a fazer greve! Eu nem comento... mas como sou (quase sempre) do "contra" vou na mesma para o hospital!
Messe des Étudiants!




Monday, November 15, 2010
Impressions, Nympheas... e uma vontade enorme de dar un saltinho a Giverny!

com o seu "mega" obelisco, onde cortei à direita, depois de passar em frente ao Hôtel de Crillon - hoje um luxuoso hotel, no século XVIII era o local onde Maria Antonieta tinha as suas aulas de piano (em frente ao local onde seria "guilhotinada" em 1793 - vida irónica, hein?!). E nada como passear um pouco nos Champs Élysees; os passeios estão cheios de "milhões" de folhas amareladas, à espera que alguém meio-infantil (tipo eu!) as pise!
Palais, construído em 1900 a propósito da Grande Exposição Universal. Esta belíssima obra arquitectónica em estilo Beaux-Arts com fachadas de pedra e tecto em metal e vidro alberga hoje as Galeries Nationales du Grand Palais e o Palais de la Découverte (visitado a semana passada e a ser revisitado brevemente).
de 170 obras de arte vindas de museus de todo o mundo (Orsay, Marmottan-Monet, Metropolitan de Nova Iorque, Pushkin de Moscovo, Hermitage de S.Petersburg, National Gallery de Londres, National Gallery of Art de Washington, Orangerie, Art Institut de Chigago, Neue Pinakothek de Munique, etc...), bem como de coleccionadores privados (uns sortudos...). Thursday, November 11, 2010
Coquelicot

Em Portugal, ensinam-nos (desde o jardim de infância) alguns provérbios e ditos populares a propósito deste dia: "No dia de S. Martinho, vai à adega e prova o vinho" ou "No S. Martinho, lume, castanhas e vinho".
Como não tinha vinho para provar nem castanhas para assar nem o sol do "verão" daquele santo (ele só é generoso para os lados de Portugal; aqui, se se lembram, é o St. Denis que trata desses assuntos), resolvi ir passear para um local abrigadinho e quentinho...
Situado no XIX arrondissement (ou seja, do outro lado de Paris), este espectacular mega museu interactivo da ciência é imperdível. Já o tinha visitado com a minha família há uns bons anos, e lembro-me de ter ficado fascinada, principalmente com uma exposição sobre química (a física não fazia muito "o meu género"!).
Hoje, resolvi desafiar os meus gostos, e continuar a aventurar-me pelo mundo das físicas (e não só!). Visitei algumas exposições (não todas - como tenho o passe de um ano, posso cá voltar as vezes que quiser sem pagar!): o som e a música; a luz, a perspectiva e a óptica (super interessante e deu-me imenso jeito, já que agora ando entretida a estudar Oftalmologia); a matemática (probabilidades, fractais, modelos); a genética e a bioética; o design.
Ainda fui ver uma exposição temporária sobre "comer bem" (Bon Appétit) - embora fosse dirigida para crianças, adorei, adorei, adorei! Muitíssimo bem explicado, com actividades simples mas ilustradoras das temáticas, só não sai de lá a "saber comer bem" quem não quiser! Foi mesmo bom voltar a ser criança por meia hora!
Fiquei na Cité até por volta das 15h; depois lá tive que voltar para casa e aplicar o que tinha aprendido no estudo das patologias oculares refractivas, do estrabismo e da diplopia...
...E não é que agora o cérebro processou muito mais rapidamente a matéria???
A propósito do passado fim de semana...
la Découverte. Este museu (uma espécie de "irmão" de La Villette e "primo" do Deutsches Museum de Munique) foi criado nos anos 40 do século passado pelo Nobel da Física. Depois de passar por um hall espectacularmente gigante e grandioso, aventurei-me pelas exposições de electromagnetismo, electrostáctica, fluidos, sons e óptica/laser. A-d-o-r-e-i - com todas as letras!!!! Para além das imensas experiências, pude assistir a alguns "seminários", nos quais "os mistérios" das físicas eram desvendados de forma simples e acessível. Praticamente só andei pela parte da física (pronto, não resisti e dei um "pulinho" à exposição "La biologie au service de l'Homme"); a "Chimie", a "Astronomie", as "Geosciences" e as "Mathématiques" ficam para explorar noutros domingos - como tenho o super passe "Universcience" não pago durante um ano! Thursday, November 4, 2010
"Un dia de Noviembre"

Tuesday, November 2, 2010
La bonne franquette - parte II
E como não podia deixar de aparecer, o Duarte no Pompidou a ver se realmente existem formigas ou outros bichos microscópicos a povoar o quadro do Kandinsky!
PS1: Devo dizer que fizémos batota e subimos de elevador!
PS2: Os rapazes estão sorridentes porque cada um se deliciou com um crepe... as meninas resolveram continuar a trabalhar para a linha :P
La bonne franquette - parte I
...e não é só a conduzir, pelos vistos também sabem estacionar "muito bem" (e não, não fui eu que estacionei este carrinho, embora, dadas as circunstâncias, possa surgir essa dúvida)
A foto da praxe ao lado do Musée Chaillot com a Eiffelzinha ao fundo.
No cimo da Torre Eiffel (notam as pernas do Pedro a tremer???), com dois reforços também portugueses! Ah! Podem pensar que, estando uma foto tão bem tirada e faltando lá eu, se calhar até foi obra minha... Não! Sei que isto soa mal, ou melhor estranho(!), mas fiquei cá em baixo a segurar a garrafa de vinho "dos Velhotes"!
A Torre pisca ou sou eu que estou com alucinações visuais??
Friday, October 29, 2010
Piqui on the Top of the World
E aqui vai: http://www.youtube.com/watch?v=IISaqrS_XpQ&feature=related
Wednesday, October 27, 2010
(música)^2
Tuesday, October 19, 2010
Germinal ??

Thursday, October 14, 2010
Mlle. Djindjain

Wednesday, October 13, 2010
Magnificat
http://www.youtube.com/watch?v=UPJ3wxBxjAo
http://www.youtube.com/watch?v=nLM0GiihIbs
Sunday, October 10, 2010
Je m'baladais sur l'avenue... [Dimanche]

Bem, já cá estou há algumas semanas e ainda não desci os Champs Élysées! Portanto, hoje redimi-me da minha falta! Ao som da banda sonora obrigatória para o efeito (Joe Dassin novamente!), lá percorri a avenida com “le coeur ouvert à l'inconnu”. E como o sol continuava a brilhar lá no céu, metade dos parisienses e turistas deve ter tido a mesma ideia – um autêntico mar de gente!
Esta avenida, tida como “la plus belle avenue du monde” (ligeiramente discutível!), estende-se da Place de la Concorde até à Place Charles de Gaulle, num total de 2 km de comprimento. É nesta “artéria vital” de Paris que encontramos lojas para quem quer gastar mmuuuiiittooo dinheiro, do género Louis Vuitton e Cartier.
Fui até à Place Charles de Gaulle para admirar o gigantesco Arco do Triunfo, mandado construir por Napoleão para honrar as suas vitórias. Antigamente, esta rotunda gigante era conhecida por Place de l’Etoile, uma vez que dela partem 12 grandes avenidas (Wagram, Hoche, Friedland, Champs-Élysées, Marceau, Iéna, Kléber, Victor Hugo, Foch, Grande-Armée, Carnot, Mac-Mahon). Diz-se que as companhias de seguro não cobrem totalmente os acidentes tidos nesta praça já que, devido ao volume de trânsito, é praticamente impossível saber quem tem a culpa (será só um mito?). Resumindo e concluindo, se eu algum dia conduzisse em Paris, este seria uma local a evitar, dado as minhas "super" capacidades de condução (principalmente no campo dos “piscas que não são ligados” e das “travagens à Bia”).
De seguida, meti-me pela Avenue Hoche até ao Parc Monceau, um jardim do tipo “english garden”, muito verde e simpático eternizado por Monet em algumas das suas telas. Por entre as árvores e lagos, é possível encontrar estátuas de Chopin, Guy de Maupassant e Gounod. O local ideal para, com um sol espectacular, ler um pouco do meu novo livro - Un amor méconnu (em francês, está claro!)... Ah! E tem Wi-Fi de acesso livre e gratuito - jolie!! Mas há que dizer que nem sempre este parque conheceu dias tão solarengos: foi aqui que teve lugar o massacre de 1871 após a formação da Comuna.
É mesmo ao lado deste belo jardim que se encontra o Musée Cernuschi (Museu das Artes Asiáticas) e, sendo gratuito, há que visitar! Nele, é possível admirar a colecção de arte do extremo Oriente de Henri Cernuschi, focada principalmente na arte Chinesa. Uma viagem desde o Paleolítico até aos dias de hoje, vale a pena!
Em Saint-Lazare, cortei na Haussman em direcção a Saint-Augustin onde se ergue uma igreja num estilo bizantino (com um grande ponto de interrogação) cuja fachada, vista ao longe, não sei porquê, lembra-me a Basílica de São Marcos (Veneza)… Deve ser por causa da cúpula…
E nada como acabar em grande, no ponto de partida – Madeleine – para um “dimanche musical”: um recital de órgão por Markus Sterk com obras de Schumann, Chopin e, claro, Bach! E um pequeno brinde: para acabar foi tocado um dos meus “Bachs” favoritos: a Fantasia em Sol Maior (BWV 572). Posso quase jurar que o chão e as paredes tremeram!
Été Indien??!! [Samedi]

Depois de mais uma aventura na lavandaria a tentar perceber como lavar a roupa naquelas máquinas industriais, dirigi-me para mais um ensaio em casa da Allison. A pouco e pouco (muito devagarinho!) as vozes vão ficando mais “educadas” e em algumas músicas já introduzimos as vozes de contralto e tenor. Pas mal!
A seguir à oração, voltámos para a casa da Allison que tem um patiozinho muitíssimo agradável, com mesa e guarda-sol, para um almoço de partilha. Era só escolher a nacionalidade: francesa, portuguesa, alemã, austríaca, canadiana, norte-americana, mexicana, egípcia… enfim, uma autêntica misturada onde a língua oficial era obviamente o francês (o inglês só mesmo, mesmo em último caso)! O almoço acabou por se estender pela tarde e só acabámos de comer por volta das 17h e tal. Acho que nunca comi tanto “pâté” e queijo na minha vida! Aprendi que o Roquefort deve ser acompanhado com vinho tinto e comprovo! Deve mesmo!
E para aproveitar o sol, ainda dei um passeio pelo Quartier Saint-Germain que, devo dizer, começa a tornar-se um dos meus locais favoritos aqui em Paris. Ah! Sim, porque neste momento, aqui por estas bandas, está um tempo extraordinário, com sol e calor de tal ordem que se anda na rua em t-shirt! Ainda pensei que este fosse o famoso “Été indien”… mas o Dassin torna claro que isso é coisa das Américas (C’était l’automne, un automne où il faisait beau, une saison qui n’existe que dans le Nord de l’Amérique, là-bas on l’appelle l’été indien). Não, pelo que estive a ler este é o «l’été de la Saint-Denis», o que condiz, uma vez que a festa deste santo foi no dia 9 de Outubro. Definitivamente, é óptimo para aquecer o coração e os franceses também parecem adorar: saem em peso à rua para passear e fazer compras – de facto, as ruas fervilham de gente, é impressionante! Dava jeito que o tempo se mantivesse mais umas semaninhas!
Il y a...
Há dias que correm muito bem, há outros que nem por isso… na 5ªfeira passada foi um desses dias – apeteceu-me mesmo pegar nas minhas coisinhas e mandar tudo à fava, para não dizer outra coisa. Estava com um doente paraplégico que fez um traumatismo craniano grave com perda de conhecimento (esteve em coma na Réanimation durante um mês) numa briga quando estava a drogar-se (um “mocado em heroína” cheio de bactérias multirresistentes, que sorte, hã?!) e, juntando à festa, tinha uma paralisia parcial das cordas vocais. Ou seja: comunicação praticamente a tender para zero! No meio do meu desespero para o entender e me fazer entender, olhei pela janela e vi que lá ao fundo conseguia avistar o Sacré-Coeur! E pensei “caramba, estou mesmo em Paris! Chega de stresses e bora lá dar os 200%”! E a verdade é que tendo um espírito positivo a coisa torna-se mais fácil e os franceses até começam a parecer mais simpáticos!
E para acabar a semana em grande, encontrei um texto sobre o “arranque” na net, num site de um Padre Jesuíta que costumo visitar (http://amar-tesomente.blogspot.com), do qual destaco este excerto: "Começar algo é, de certa maneira, assumir consequências do caminho percorrido, mesmo das etapas que não parecem importantes ou que preferíamos não ter passado. Estamos inteiros na nossa história, quer queiramos quer não. E sonhar com dias futuros, luz de fim do dia e reflexos de cores nas paredes da nossa casa, é um poema que escrevemos todos os dias. Com a melhor arte que temos: a Vida que pomos à disposição do mundo.”
C’est vrai…
Thursday, October 7, 2010
Há dias assim...Musique du jour: Symphony n.2 mov.III, Rachmaninov (de preferência versão da NHK Symphony Orchestra; maestro: André Previn) VS Symphony n.2 mov. III, Balakirev
Sunday, October 3, 2010
Revoir Paris! [Dimanche]
Depois de ir à missa à Madeleine (divinal!), decidi aproveitar o solzinho e explorar melhor o Quartier Marais, uma zona tipicamente bourgeois que se estende entre o 4ème e o 3ème arrondissements. Inicialmente uma zona pantanosa, acabou por se tornar um dos centros da aristocracia parisiense. Actualmente, nela reside uma importante comunidade judia. O Marais não foi praticamente atingido pela “restruturação “ de Haussman, conservando, portanto, ruas tortuosas e edifícios baixos, de todas as formas e feitos, interrompidos por pequenos jardins e palacetes. O meu primeiro objectivo era visitar o Musée Picasso (situado no Hôtel Salé), gratuito no primeiro domingo do mês. Infelizmente, parece estar fechado até à Primavera devido a obras de restruturação. Uma placa “muito engraçada” na entrada aconselhava os visitantes a visitar a exposição em Helsínquia ou noutros locais mais exóticos! Vou pensar no assunto…
Mais, pas de problème! O Marais tem muuuiiiittttoooo para ver! Já que estava próxima, resolvi visitar o Musée Carnavalet, ou melhor, o Museu da História de Paris. Este museu ocupa dois palacetes, o Hôtel Carnavalet e o antigo Hôtel Le Peletier de Saint Fargeau e alberga uma colecção de objectos relacionados com a história da cidade, desde o século XVI ao século XX: pinturas, esculturas, objectos do dia-a-dia, mobiliário,… Achei particularmente interessante a parte da exposição relativa ao século XIX (nomeadamente à Revolução Francesa, aos Impérios e Repúblicas). Não considero ser um museu absolutamente indispensável, mas se houver tempo e aproveitanto que é gratuito, porque não?
Próxima paragem: Musée Cognacq-Jay, um belíssimo museu que exibe a colecção privada do casal Ernest Cognacq e Marie-Louise Jay, que não deixou filhos e, portanto, doou toda a colecção à cidade de Paris. Entre uma conjunto excepcional de quadros, esculturas, cerâmicas e jóias (obras sobretudo do século XVIII), é possível encontrar pinturas de Jean-Honoré Fragonard e Rembrandt.
É impossível visitar o Marais sem passar pela movimentada Rue des Francs Bourgeois, onde, mesmo sendo domingo, todas as lojas estão abertas! Esta rua estende-se da Rue Rambuteau (que, se se lembram, começa perto do Centro Georges Pompidou) até à Place des Vosges, outro destino imperdível. Esta praça – uma das mais antigas da cidade - está rodeada por edifícios de tijolo vermelho e telhado escuro e tem no centro um agradável jardim com a estátua equestre de Luís XIII (a original foi “derretida” aquando da Revolução Francesa). A Place des Vosges foi edificada sobre o antigo palácio real das Tournelles com o intuito de a tornar num passeio público ladeado por residências para a nobreza e burguesia. Várias personalidades célebres habitaram neste espaço, entre elas o escritor Victor Hugo. E como não era tarde, resolvi ir “bater-lhe à porta”, na esperança que me dessem um cafezinho para acabar com a “minha-dor-de-cabeça-de-privação-de-cafeína”.
Não me deram um café, mas brindaram-me com uma entrada gratuita! (não foi mau!) O escritor romântico Victor Hugo (conhecido pelas obras “Os Miseráveis”, “O último dia de um condenado” e, é claro, “O Corcunda de Notre-Dame”) habitou no nº6 durante 16 anos (1832-1848) da sua atribulada vida. Apesar de ser um museu pequeno, reconstrói alguns salões e antecâmaras de algumas das moradas do escritor, inclusive o quarto onde faleceu.
Perto da bela Place está uma outra, a Place de la Bastille, local onde esteve erguida a conhecida Bastille, mandada construir pelo rei Carlos V de modo a proteger Paris a leste. No entanto, acabou por ser convertida numa prisão. Foi palco de inúmeros eventos, sendo de assinalar o seu assalto a 14 de Julho de 1789, naquilo que seria o acender do rastilho para a Revolução Francesa. Acabou por ser demolida e grande parte das pedras foram utilizadas na construção da Pont de la Concorde. Actualmente, pode-se encontrar uma espaçosa praça, com a Coluna de Julho (monumento à Revolução de 1830) no centro, e, lateralmente, a Ópera-Bastille, “irmã” do Palais Garnier. O edifício moderno é magnífico e dizem que a sala de espectáculos é 5 estrelas… tenho que ir ver com os meus próprios olhos!
De seguida, meti-me pela Rue St. Antoine até à animada Rue de Rivoli, onde encontrei a imponente Église Saint-Paul-Saint-Louis (a primeira igreja jesuíta erguida em Paris) e, nela, um Delacroix escondido (Le Christ en agonie au jardin des oliviers). Depois de ter dado um saltinho à Maison Européene de la Photographie (gratuita às 4ªs feiras das 17 às 20h… boa! Já tenho programa para “mercredi”, aproveitando que saio mais cedo!) e de ter passado “de raspão” pelo Mémorial de la Shoah, acabei o “tour” na Église de Saint-Gervais-Saint-Protais, ideal para um último momento de recolhimento.
Um fim-de-semana à maneira, sem dúvida!! Mas agora quem é que me vem fazer uma grande massagem?? Epá, é que estou mesmo que nem posso!
La Foule [Samedi]
Como tinha ficado combinado, eu, a Annika, a Tatiana e o Remy encontrámo-nos em casa da Allison (que fica pertinho de Saint Germain-des-Prés) para preparar a oração e ensaiar um pouco os cânticos. E devo dizer que até nem correu nada mal! Ainda cantámos, no final, o “Cantarei ao Senhor” (claro, com uma pronúncia francesa terrível… parecida com a minha quando tento cantar em polaco!). Depois da oração, acabámos por ficar na conversa quase durante uma hora!
Lá voltei para a CitéU, e a tarde passou depressa, entre arrumações e leitura.
Noite: Nuit Blanche em Paris! É verdadeiramente indescritível, só estando cá! Reuniu-se o grupo da noite anterior, com novos reforços (Mélanie e Nicolle). Milhões pessoas na rua, museus abertos, espectáculos espalhados por tudo quanto era canto, enfim, uma absoluta loucura! Percorremos o coração de Paris de lés-a-lés "levados pela multidão", com direito a acabar com um belo piquenique (improvisado!) ao luar à beira do Sena, com banda sonora jazz!
Un café désert, sans les cafés les gares [vendredi]

Digamos que a primeira hora não correu muito bem (que saudades da minha mega super turma!) e que a simpatia não prima entre os estudantes de medicina aqui por estas bandas, mas lá ficou melhor. Depois da ronda por todos os doentes e revisão das fichas, das 11h às 13h estive na reunião de “staff” para a discussão dos casos mais complicados. O serviço tem patologias muito diversas, desde traumatismos cranianos, hérnias discais, (milhões!), seringomielias, AVCs e síndromes de Von-Hippel Lindau, a aneurismas e hemorragias cerebrais, malformações de Arnold-Chiari e tumores cerebrais (todos os tipos que possam imaginar); ou seja, o que não falta é variedade! Por enquanto, estou dispensada de bancos, talvez comece em Novembro. E ainda bem! Porque aqui são os “externe” que recebem sozinhos os telefonemas relativamente aos doentes que estão a caminho, que os recebem na urgência, fazem história clínica e exame objectivo e só depois de terem toda a informação é que telefonam ao interno para ele decidir o que fazer. Epá, eu até gosto de desafios, mas isto é muito responsabilidade! On verra…
Enfim, sobrevivi e para a semana há mais! Obviamente, a tarde foi passada a rever síndromes piramidais e extrapiramidais e mais umas coisinhas de neuroanatomia!
E que tal ir ao teatro?? É absolutamente obrigatório ou não fosse estar na cidade do Molière e de outros que tais! O ponto de encontro foi o Pompidou, debaixo de uma chuva interminável, numa noite muito escura; E o grupo de ataque: eu, a Annika, a Fanny, o Davi, a recém chegada Katharina e mais um rapaz com um nome super complicado, que nem me atrevo a tentar escrever!
O teatro não era muito longe, no Café de la Gare, situado numa praceta super mas super simpática em pleno Marais, rodeada por pequenos edifícios, por entre as janelas dos quais se podiam ver bailarinos a ter aulas de dança. Era só escolher: no 1º andar de um dos edifícios, havia salsa, no rés-do-chão do outro era flamenco, noutro dançava-se step! Tudo isto numa mistura de música que dava mesmo vontade de dar um pezinho de dança! Aproveitando um desconto, a peça escolhida foi: “Cyrano m’était conté” (uma comédia) e devo dizer que, apesar de ter percebido para aí 40%, adorei – o espaço, a interpretação, a articulação das cenas, o texto (o que percebi)!
Wednesday, September 29, 2010
Montmartre en ce temps-là accrochait ces lilas
Resolvi apanhar um meio de transporte diferente, o autocarro! Apesar de ter demorado quase 50 minutos da Cité atá ao destino, valeu a pena a viagem. Eis alguns dos pontos por onde "re-passei": Place d’Italie, Panthéon, Institut du Monde Arabe, Île St-Louis, Hôtel de Ville, Tour St-Jacques, Louvre, Rue de Montmartre… até Pigalle. Daí, subi até Abbesses. A entrada da estação de metro (desenhada por Guimard) é uma das três originais obras que restam em Paris. A praça em si é muito calminha com a Igreja de Saint-Jean-de-Montmartre, um exemplo de art-nouveau sacra em tijolo. É também nesta praça que se encontra um pequeno jardim, conhecido pelo seu “Mur des je t’aimes”, um muro onde está escrita a frase “Amo-te” em mais de 300 línguas diferentes (foleirinho, eu sei ;) ).
Nada como depois começar a subir a colina (butte) de Montmartre, cujo nome deriva de “le mont du martyre”, já que foi aqui que St. Denis (o patrono da cidade de Paris) foi decapitado. Esta zona é, e foi, muito famosa entre o mundo artístico e boémio (acolheu Picasso,Van Gogh, Pissarro, entre outros), conservando o seu carácter mais pitoresco relativamente à restante Paris, com vários cafés e ateliers.
Fui até à Square Louise Michel, para depois subir as escadarias até à Basílica do Sacré-Coeur (só os fraquinhos é que vão de “funiculaire”! Pronto, e se calhar os insuficientes cardíacos e outros que tais…). A vista lá de cima é 5 estrelas! Por entre o tapete de telhados escuros e pedra clara é possível distinguir aqui e ali alguns monumentos já conhecidos: a Torre de Montparnasse, o Centre Pompidou, Notre-Dame, St-Eustaque, entre outros. Apesar de não ser algo que nos deixa completamente de boca aberta, tem um não sei quê de mágico.
A Basílica em si é um edifício branco muito bonito que se destaca no alto da colina. Em estilo bizantino, lembra a Catedral de St. Teresa em Lisieux ou mesmo uma igreja que já vi algures em França (Périgueux?), tanto por fora com as suas cúpulas, como por dentro com os dourados do tecto. Sem dúvida, a visitar e a ficar durante uns momentos. Mesmo ao lado da basílica, está a Igreja de St.Pierre, uma das mais antigas da cidade, muito simples por dentro, mas é nessa simplicidade que está a sua beleza que parece gerar uma paz interior por tudo quanto é canto.
E seria possível vir a Montmartre sem visitar a Place do Tertre?? Poder podia, mas não era a mesmo a mesma coisa! Esta praça sempre, mas sempre me fascinou. Lembro-me de ser pequena e dos meus pais me falarem que existia uma praça onde muitos artistas se reuniam e faziam retratos das pessoas, uma autêntica “fábrica” de arte concentrada num único espaço. E mesmo depois de já a ter visitado há alguns anos, nunca me saiu da cabeça. Hoje, deu para matar saudades e para “invejar” tanto aqueles mestres do carvão e do pincel que, num gesto, imortalizam pessoas e lugares, ao som de um acórdeão parisiense!
Continuando, fui tentar encontrar a Rue Saint-Vicente, não muito longe dali, onde está uma das vinhas de Paris! É verdade! E pelo que estive a ler, o vinho é famoso pelas propriedades diuréticas (para quê dar furosemida e tiazidas aos doentes? Há que pô-los é a beber um copinho!). Lá diz o ditado: «C'est du vin de Montmartre qui en boit pinte en pisse quarte»…
Lá voltei a descer a bela colina para ir até ao Musée de la Vie Romantique, localizado na antiga morada do pintor Scheffer. Um edifício muito simpático (tipo cottage), branco com portadas azul-esverdeadas e um jardim muito verde em volta. Era neste local que se reuniam inúmeras personalidades marcantes do romantismo: Georges Sand (do qual estão expostos vários objectos), Chopin, Delacroix, Dickens, Turguenev, Gounod,… Uma reconstrução muito fiel da vida dos intelectuais do século XIX, ao som da que me pareceu ser a Polonaise op.53 de Chopin (já está confirmado!). E… com bónus! Uma exposição intitulada “La Russie romantique à l'époque de Gogol et Pouchkine” com obras da galeria Tertyakov (Moscovo). Definitivamente, a cereja em cima do bolo!
De seguida, fui passear um pouco na zona dos “Grands Boulevards”, para me “perder” a admirar a arquitectura “haussmaniana”. Haussman foi encarregue por Napoleão III da modernização urbana da cidade de Paris na 2ª metade do século XIX, um pouco na senda do que havia acontecido com Londres após a Revolução Industrial. Assim, foram criadas longas avenidas, parques e jardins. Para além disso, foram reconvertidas as fachadas dos edifícios de modo a harmonizar o “todo arquitectónico” e a unificar a paisagem. Desta forma, apareceram os típicos edifícios “em bloco”. E como o tempo não estava para brincadeiras, lá me apressei a percorrer: a Haussman, Montmartre, Poissonnière, Bonne Nouvelle, St-Denis (com a sua porta e lá ao fundo a Gare d’Este) e St-Martin, até chegar à Place de la République.
Vá lá… sempre consegui um espacinho no RER para vir até casa, arrumar o quarto, matar saudades ao telemóvel e computador, cozinhar, jantar e, por fim, deliciar-me com um clássico que só a BBC poderia oferecer – Fawlty Towers – com o brilhantíssimo John Cleese. (aqui vão 3 exemplos destas pérolas: http://www.youtube.com/watch?v=H-oH-TELcLE , http://www.youtube.com/watch?v=yfl6Lu3xQW0&feature=related , http://www.youtube.com/watch?v=s6EaoPMANQM&feature=channel)
Tuesday, September 28, 2010
Une Source...
reúnem assim uma vez por mês numa capela da Igreja de Saint-Germain-de-Prés, onde já fui no sábado. Tinha combinado encontrar-me lá com a Annika mas uma amiga minha aqui da Casa (e da faculdade) acabou por também aparecer! Foi super super bom! Estavam imensos jovens (e também alguns menos jovens) mais do que os que costumam aparecer - isto disse-me um dos organizadores. Dava para sentir as vozes a subir ao céu e aquecer um pouco o coração. Acabar a oração e a adoração à cruz a cantar "In manus tuas Patrem commendo spiritum meum"... enfim, não poderia ter sido melhor!Monday, September 27, 2010
Si tu peux lire en moi [Dimanche]

Depois de ter descido a Av. De l’Ópera até ao Palais Royal e à Comédie Française, segui pela Rue Saint-Honoré até à Église de la Madeleine, onde tinha planeado ir à missa. Inicialmente, foi mandada construir por Napoleão com o intuito de prestar homenagem ao Grande Exército (Temple de la Gloire de la Grande Armée). No entanto, com edificação do Arco do Triunfo, acabou por ser convertida numa igreja. De estilo neo-clássico, inspirada no templo romano de Nîmes (Maison Carrée) é um imponente edifício, do cima das escadarias do qual se pode avistar a Place de la Concorde.
Tive a sorte de ir à missa das 11h e ser brindada por um autêntico concerto com o órgão principal (no qual tocaram músicos como Saint-Saëns e Fauré) e um coro “a sério”. Foi completamente indescritível, fez-me sentir um grande arrepio e aparecer uma, ou melhor, várias(!) lágrimas no canto do olho! Ainda por cima, após a procissão inicial, o cântico de entrada foi um dos meus preferidos que costumam cantar na Alemanha, portanto, foi mais fácil acompanhar e lembrar o meu papá que faz hoje anos! (extracto: “Rassembés dans ton temple, Seigneur nous t’acclamons. Nous chantons ta puissance et tes nombreux bien-faits. Nos coeurs en ta présence, ô Dieu vivant et vrai, exultent d’allégresse pour louer ta grandeur…). Sentir a música ganhar espaço e corpo naquela igreja dourada, fez-me estar em «casa» com a minha família por uns momentos. Portanto, fica decido onde passarei a vir à missa aos domingos! Definitivamente vale a pena todas aquelas vezes que tenho de trocar de estação de RER e metro!
Depois desta belíssima hora que me encheu o coração, desci a Rue Royale, cheia de lojas da Dior, Gucci, e outras não menos caras e enveredei pelos Champs Élysees. Não sei se tem mesmo tudo o que é preciso, o que sei é que tem à entrada um jardim muito acolhedor onde pude almoçar. E devo dizer que as migalhas que deixei também devem ter deixado os pombos muito contentes!...
Acabei por não descer toda a avenida. Pelo contrário, cortei para uma transversal em direcção ao Grand Palais, construção inspirada no Palácio de Cristal de Londres, numa mistura de clássico-art nouveau. Como tinha que pagar para entrar (mas ainda lá hei-de ir!), resolvi apenas admirá-lo por fora e partir antes à descoberta do Petit Palais, mesmo ao lado. O Petit Palais tem no seu interior o Museu de Belas Artes, com objectos de arte desde a Antiguidade Clássica Grega até ao século XIX. A parte que mais gostei foi a relativa à arte cristã ortodoxa, com ícones gregos e russos nas suas típicas cores vermelhas e douradas. A não perder!
Lá fora o tempo não estava grande coisa e ameaçava começar a chover a qualquer momento. Apesar disso, lá me meti a caminho até ao Palais de Tokyo – Musée d’Art Moderne. Interessante por dentro, mal conservado por fora, valeu a pena visitar para admirar a “Composition à la guitare” de Braque.
E claro, se estamos em Paris, nada como passar pela Torre Eiffel que dispensa quaisquer apresentações! O melhor local para admirá-la é mesmo do cimo do Palais de Chaillot no Trocadéro. Foi na frente do terraço deste palácio que Hitler foi fotografado durante a visita à cidade após a sua ocupação em 1940.
A passagem do Sena através da ponte d’Iéna foi ligeiramente atribulada, uma vez que se instalou uma desavença entre vendedores de lembranças e, como resultado, quase que vi uma Torre Eiffel de metal a bater-me na cabeça. Obviamente, saí dali a correr e sem olhar para trás!
Depois deste incidente “à la Póznan” e como o céu estava escuro, nada melhor que visitar o quentinho de outro museu, o de Quai Branly, que superou todas as minhas expectativas! Tem no seu interior várias obras referentes à cultura e civilizações de África, Ásia, Oceânia e Américas, desde instrumentos musicais, a máscaras, vestes, estaturas, armas… Muitíssimo bem concebido, com indicações claras relativamente ao sentido da visita (coisa que é rara aqui nos museus em Paris), inúmeros vídeos e placas explicativas, é um daqueles museus que vale mesmo mesmo a pena, principalmente se se tem crianças. Os miúdos pareciam adorar, principalmente a parte dos índios!
Passada a tempestade, desci o Champs de Mars acompanhada pelo “Vocalise” de Rachmaninov até chegar à École Militaire. Daí, parti para o meu último destino do dia, o Hôtel des Invalides, um conjunto de edifícios relacionados com a História Militar. O projecto inicial de Luís XIV visava a construção de um hospital para os soldados “inválidos”. Apenas visitei a Église du Dôme, inspirada na Basílica de S. Pedro (Roma). A cúpula, embora não seja de Bramante, não lhe fica nada atrás, com os seus dourados, impossíveis de não identificar de onde quer que se aviste. É neste espaço que se encontra a tomba de Napoleão Bonaparte (inicialmente enterrado em Santa Helena) e alguns membros da sua família, bem como outros heróis militares franceses, entre eles o Marechal Foch (I Guerra Mundial), o Marechal Turenne, C.J. de Lisle (autor da Marseillaise), e Hauteclocque (Marechal Leclerc) e Tassigny (heróis da II Guerra Mundial).
Como as pernas já não davam para muito mais e estava um “mega” frio que não se podia, lá voltei para casa, mesmo a tempo de evitar que “o céu me caísse em cima” e que agravasse a minha "rhûme" (rinofaringite) que teima em não desaparecer!

