
Bem, parece que este blog está a seguir a tendência da dona para hibernar...mas ainda não é desta!
A poucos dias de dizer "au revoir" (temporário!) à Cidade das Luzes (depois de 3 meses non-stop aqui por terras francesas) e de ir passar o Natal noutro local não menos "exótico" (e não menos frio! - Munchen, Ingolstadt) aqui fica um relato do mais recente museu visitado: Musée de la Musique.
Este museu fica situado na Cité de la Musique, no quartier de la Vilette... Um espaço amplo, onde também fica situado o Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse de Paris. É espectacular ver, tanta gente com instrumentos às costas e aos ombros... tudo tem um ar tão... musical! Ou seja, a expectativa era alta...
O Museu - um edifício moderno, grande e branco - apresenta uma colecção permanente de instrumentos de música clássica e alguns instrumentos populares, do século XVII aos nossos dias; desde violinos, vihuelas, clavicórdios, espinhetas... Interessante, mas faltou um toque musical! Estava à espera de um passeio pela história da música e ser confrontada com o século XVII assim de repente deixou-me um pouco atordoada. Não me julguem mal, eu gosto do séc.XVII! É o século de Shakespeare, da colonização americana, da invenção do telescópio, da Guerra dos 30 Anos, da publicação do Discurso sobre o Método de Descartes, da independência de Portugal (!), de Luís XIV e do seu Palácio de Versalhes, da Lei da Gravidade de Newton, do motor a vapor... e tantos outros! Mas a música existe desde que o homem existe, desde a Antiguidade!!

O dia foi "salvo" pelos "Concertos Promenade", como é costume no 2ª domingo de cada mês. São concertos interpretados por alunos do conservatório de Paris e devo dizer que foi cinco estrelas, bastante bom mesmo! Em Dezembro, o tema era as grandes "Heroínas Míticas", com extractos de óperas, cantatas e oratórios.
Acabámos - eu, a Annika e o Karl - por ir ver, no espaço do século XVII, o ciclo relativo a Zaïde, em clavicórdio solo, com obras de Couperin, Duphly, entre outros. (Zaïde, a escrava favorita do Sultão Soliman, apaixona-se por Gomatz - também um escravo - e decidem fugir; no então são capturados e, como Zaïde escolhe Gomatz e rejeita o Sultão, acabam por ser ambos condenados à morte).
No espaço do século XVIII, foi a vez de ouvir a sonata "Didone Abbandonata" de Giuseppe Tartina, maravilhosamente interpretada por Niels Coppalle, Emmanuel Resche e Elodie Seyranian. Esta pequena obra fala de Dido, rainha de Cartago, que se apaixona por Eneias que aí procura refúgio depois de fugir de Tróia. No entanto, Eneias acaba por partir, já que tem como destino fundar o império de Roma. Dido, consumida pela loucura e tristeza, acaba por se suicidar.
Por último, no espaço do século XIX, ouvimos um duo de piano e canto, com obras de Saint-Saens, Berlioz, Richard Strauss, entre outros... Desta vez a heroína foi Ophélie, uma personagem do romance Hamlet (Shakespeare), com o qual partilha um romance platónico. A jovem acaba por enlouquecer após a morte do pai e morre em circunstâncias obscuras...
Nota do museu: 6/10 (com os concertos :8/10)
Depois de "tanta tragédia", acabámos por ir para casa da Annika fazer Weihnachtsplätzchen e Vanillekipferln. Uma delícia! (com muito açúcar e manteiga! nem pareciam feitos por mim!...)
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E para "prepação psicológica", aqui fica algo que todos os alemães conhecem e ouvem no Natal: http://www.youtube.com/watch?v=ucwUHQX-LvU
1 comment:
Já era para dizer isto há algum tempo mademoiselle: para um blog tão pitoresco tem um título um bocadinho para o niga "Chez Bia" eheheheh
huggies marii
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