Quarta-feira, dia de explorar Montmartre!
Resolvi apanhar um meio de transporte diferente, o autocarro! Apesar de ter demorado quase 50 minutos da Cité atá ao destino, valeu a pena a viagem. Eis alguns dos pontos por onde "re-passei": Place d’Italie, Panthéon, Institut du Monde Arabe, Île St-Louis, Hôtel de Ville, Tour St-Jacques, Louvre, Rue de Montmartre… até Pigalle. Daí, subi até Abbesses. A entrada da estação de metro (desenhada por Guimard) é uma das três originais obras que restam em Paris. A praça em si é muito calminha com a Igreja de Saint-Jean-de-Montmartre, um exemplo de art-nouveau sacra em tijolo. É também nesta praça que se encontra um pequeno jardim, conhecido pelo seu “Mur des je t’aimes”, um muro onde está escrita a frase “Amo-te” em mais de 300 línguas diferentes (foleirinho, eu sei ;) ).
Nada como depois começar a subir a colina (butte) de Montmartre, cujo nome deriva de “le mont du martyre”, já que foi aqui que St. Denis (o patrono da cidade de Paris) foi decapitado. Esta zona é, e foi, muito famosa entre o mundo artístico e boémio (acolheu Picasso,Van Gogh, Pissarro, entre outros), conservando o seu carácter mais pitoresco relativamente à restante Paris, com vários cafés e ateliers.
Fui até à Square Louise Michel, para depois subir as escadarias até à Basílica do Sacré-Coeur (só os fraquinhos é que vão de “funiculaire”! Pronto, e se calhar os insuficientes cardíacos e outros que tais…). A vista lá de cima é 5 estrelas! Por entre o tapete de telhados escuros e pedra clara é possível distinguir aqui e ali alguns monumentos já conhecidos: a Torre de Montparnasse, o Centre Pompidou, Notre-Dame, St-Eustaque, entre outros. Apesar de não ser algo que nos deixa completamente de boca aberta, tem um não sei quê de mágico.
A Basílica em si é um edifício branco muito bonito que se destaca no alto da colina. Em estilo bizantino, lembra a Catedral de St. Teresa em Lisieux ou mesmo uma igreja que já vi algures em França (Périgueux?), tanto por fora com as suas cúpulas, como por dentro com os dourados do tecto. Sem dúvida, a visitar e a ficar durante uns momentos. Mesmo ao lado da basílica, está a Igreja de St.Pierre, uma das mais antigas da cidade, muito simples por dentro, mas é nessa simplicidade que está a sua beleza que parece gerar uma paz interior por tudo quanto é canto.
E seria possível vir a Montmartre sem visitar a Place do Tertre?? Poder podia, mas não era a mesmo a mesma coisa! Esta praça sempre, mas sempre me fascinou. Lembro-me de ser pequena e dos meus pais me falarem que existia uma praça onde muitos artistas se reuniam e faziam retratos das pessoas, uma autêntica “fábrica” de arte concentrada num único espaço. E mesmo depois de já a ter visitado há alguns anos, nunca me saiu da cabeça. Hoje, deu para matar saudades e para “invejar” tanto aqueles mestres do carvão e do pincel que, num gesto, imortalizam pessoas e lugares, ao som de um acórdeão parisiense!
Continuando, fui tentar encontrar a Rue Saint-Vicente, não muito longe dali, onde está uma das vinhas de Paris! É verdade! E pelo que estive a ler, o vinho é famoso pelas propriedades diuréticas (para quê dar furosemida e tiazidas aos doentes? Há que pô-los é a beber um copinho!). Lá diz o ditado: «C'est du vin de Montmartre qui en boit pinte en pisse quarte»…
Lá voltei a descer a bela colina para ir até ao Musée de la Vie Romantique, localizado na antiga morada do pintor Scheffer. Um edifício muito simpático (tipo cottage), branco com portadas azul-esverdeadas e um jardim muito verde em volta. Era neste local que se reuniam inúmeras personalidades marcantes do romantismo: Georges Sand (do qual estão expostos vários objectos), Chopin, Delacroix, Dickens, Turguenev, Gounod,… Uma reconstrução muito fiel da vida dos intelectuais do século XIX, ao som da que me pareceu ser a Polonaise op.53 de Chopin (já está confirmado!). E… com bónus! Uma exposição intitulada “La Russie romantique à l'époque de Gogol et Pouchkine” com obras da galeria Tertyakov (Moscovo). Definitivamente, a cereja em cima do bolo!
De seguida, fui passear um pouco na zona dos “Grands Boulevards”, para me “perder” a admirar a arquitectura “haussmaniana”. Haussman foi encarregue por Napoleão III da modernização urbana da cidade de Paris na 2ª metade do século XIX, um pouco na senda do que havia acontecido com Londres após a Revolução Industrial. Assim, foram criadas longas avenidas, parques e jardins. Para além disso, foram reconvertidas as fachadas dos edifícios de modo a harmonizar o “todo arquitectónico” e a unificar a paisagem. Desta forma, apareceram os típicos edifícios “em bloco”. E como o tempo não estava para brincadeiras, lá me apressei a percorrer: a Haussman, Montmartre, Poissonnière, Bonne Nouvelle, St-Denis (com a sua porta e lá ao fundo a Gare d’Este) e St-Martin, até chegar à Place de la République.
Resolvi apanhar um meio de transporte diferente, o autocarro! Apesar de ter demorado quase 50 minutos da Cité atá ao destino, valeu a pena a viagem. Eis alguns dos pontos por onde "re-passei": Place d’Italie, Panthéon, Institut du Monde Arabe, Île St-Louis, Hôtel de Ville, Tour St-Jacques, Louvre, Rue de Montmartre… até Pigalle. Daí, subi até Abbesses. A entrada da estação de metro (desenhada por Guimard) é uma das três originais obras que restam em Paris. A praça em si é muito calminha com a Igreja de Saint-Jean-de-Montmartre, um exemplo de art-nouveau sacra em tijolo. É também nesta praça que se encontra um pequeno jardim, conhecido pelo seu “Mur des je t’aimes”, um muro onde está escrita a frase “Amo-te” em mais de 300 línguas diferentes (foleirinho, eu sei ;) ).
Nada como depois começar a subir a colina (butte) de Montmartre, cujo nome deriva de “le mont du martyre”, já que foi aqui que St. Denis (o patrono da cidade de Paris) foi decapitado. Esta zona é, e foi, muito famosa entre o mundo artístico e boémio (acolheu Picasso,Van Gogh, Pissarro, entre outros), conservando o seu carácter mais pitoresco relativamente à restante Paris, com vários cafés e ateliers.
Fui até à Square Louise Michel, para depois subir as escadarias até à Basílica do Sacré-Coeur (só os fraquinhos é que vão de “funiculaire”! Pronto, e se calhar os insuficientes cardíacos e outros que tais…). A vista lá de cima é 5 estrelas! Por entre o tapete de telhados escuros e pedra clara é possível distinguir aqui e ali alguns monumentos já conhecidos: a Torre de Montparnasse, o Centre Pompidou, Notre-Dame, St-Eustaque, entre outros. Apesar de não ser algo que nos deixa completamente de boca aberta, tem um não sei quê de mágico.
A Basílica em si é um edifício branco muito bonito que se destaca no alto da colina. Em estilo bizantino, lembra a Catedral de St. Teresa em Lisieux ou mesmo uma igreja que já vi algures em França (Périgueux?), tanto por fora com as suas cúpulas, como por dentro com os dourados do tecto. Sem dúvida, a visitar e a ficar durante uns momentos. Mesmo ao lado da basílica, está a Igreja de St.Pierre, uma das mais antigas da cidade, muito simples por dentro, mas é nessa simplicidade que está a sua beleza que parece gerar uma paz interior por tudo quanto é canto.
E seria possível vir a Montmartre sem visitar a Place do Tertre?? Poder podia, mas não era a mesmo a mesma coisa! Esta praça sempre, mas sempre me fascinou. Lembro-me de ser pequena e dos meus pais me falarem que existia uma praça onde muitos artistas se reuniam e faziam retratos das pessoas, uma autêntica “fábrica” de arte concentrada num único espaço. E mesmo depois de já a ter visitado há alguns anos, nunca me saiu da cabeça. Hoje, deu para matar saudades e para “invejar” tanto aqueles mestres do carvão e do pincel que, num gesto, imortalizam pessoas e lugares, ao som de um acórdeão parisiense!
Continuando, fui tentar encontrar a Rue Saint-Vicente, não muito longe dali, onde está uma das vinhas de Paris! É verdade! E pelo que estive a ler, o vinho é famoso pelas propriedades diuréticas (para quê dar furosemida e tiazidas aos doentes? Há que pô-los é a beber um copinho!). Lá diz o ditado: «C'est du vin de Montmartre qui en boit pinte en pisse quarte»…
Lá voltei a descer a bela colina para ir até ao Musée de la Vie Romantique, localizado na antiga morada do pintor Scheffer. Um edifício muito simpático (tipo cottage), branco com portadas azul-esverdeadas e um jardim muito verde em volta. Era neste local que se reuniam inúmeras personalidades marcantes do romantismo: Georges Sand (do qual estão expostos vários objectos), Chopin, Delacroix, Dickens, Turguenev, Gounod,… Uma reconstrução muito fiel da vida dos intelectuais do século XIX, ao som da que me pareceu ser a Polonaise op.53 de Chopin (já está confirmado!). E… com bónus! Uma exposição intitulada “La Russie romantique à l'époque de Gogol et Pouchkine” com obras da galeria Tertyakov (Moscovo). Definitivamente, a cereja em cima do bolo!
De seguida, fui passear um pouco na zona dos “Grands Boulevards”, para me “perder” a admirar a arquitectura “haussmaniana”. Haussman foi encarregue por Napoleão III da modernização urbana da cidade de Paris na 2ª metade do século XIX, um pouco na senda do que havia acontecido com Londres após a Revolução Industrial. Assim, foram criadas longas avenidas, parques e jardins. Para além disso, foram reconvertidas as fachadas dos edifícios de modo a harmonizar o “todo arquitectónico” e a unificar a paisagem. Desta forma, apareceram os típicos edifícios “em bloco”. E como o tempo não estava para brincadeiras, lá me apressei a percorrer: a Haussman, Montmartre, Poissonnière, Bonne Nouvelle, St-Denis (com a sua porta e lá ao fundo a Gare d’Este) e St-Martin, até chegar à Place de la République.
Acabei por ficar por aqui e deixar para outra tarde a zona da Bastille e Marais (parte este). E ainda bem que o fiz! Por razões de segurança o RER A estava fechado (provavelmente outra ameaça de atentado! a coisa não anda famosa!), logo a estação de Les Halles-Châtelet estava uma super-confusão! Resumindo, um “g’anda deboche” (pronto Vero, já usei a super expressão e até a escrevi com cor diferente e a bold!! já tinha saudades de a dizer!)
Vá lá… sempre consegui um espacinho no RER para vir até casa, arrumar o quarto, matar saudades ao telemóvel e computador, cozinhar, jantar e, por fim, deliciar-me com um clássico que só a BBC poderia oferecer – Fawlty Towers – com o brilhantíssimo John Cleese. (aqui vão 3 exemplos destas pérolas: http://www.youtube.com/watch?v=H-oH-TELcLE , http://www.youtube.com/watch?v=yfl6Lu3xQW0&feature=related , http://www.youtube.com/watch?v=s6EaoPMANQM&feature=channel)
Vá lá… sempre consegui um espacinho no RER para vir até casa, arrumar o quarto, matar saudades ao telemóvel e computador, cozinhar, jantar e, por fim, deliciar-me com um clássico que só a BBC poderia oferecer – Fawlty Towers – com o brilhantíssimo John Cleese. (aqui vão 3 exemplos destas pérolas: http://www.youtube.com/watch?v=H-oH-TELcLE , http://www.youtube.com/watch?v=yfl6Lu3xQW0&feature=related , http://www.youtube.com/watch?v=s6EaoPMANQM&feature=channel)
Musique du jour: La bohème








