Nada como um belo fim de semana para descansar… ou talvez não!
Como o plano que tinha preparado na 6ª feira à noite para o sábado era tudo menos curto, o dia começou bem cedinho às 7h30 da manhã!
Depois de sair em Sèvres-Babylone, fui até à Rue du Bac visitar a Chapelle de la Médaille Miraculeuse onde Nossa Senhora apareceu (em 1830) a uma noviça das Filhas da Caridade, Santa Catarina Labouré. Um momento muito especial.
E como estava perto, resolvi dar um saltinho ao Musée Rodin que está instalado no Hôtel Biron, local que foi residência do escultor. Quer no interior do museu, quer nos bonitos jardins que o rodeiam, é possível admirar algumas das obras universalmente conhecidas deste escultor do século XIX/XX, tais como “O Pensador”, “O Beijo” ou “As Portas do Inferno” (baseada na Divina Comédia de Dante), mas também outras menos conhecidas mas não menos interessantes. É ainda possível descobrir uma sala dedicada a Camille Claudel, uma talentosa escultora que foi aluna de Rodin e que o inspirou em alguns dos seus trabalhos, tendo mesmo sido modelo noutros. Apesar de inicialmente ter contado “gastar” 45 minutos neste museu, a verdade é que acabei por ficar mais de uma hora. Foi verdadeiramente interessante, aconselho!
Como o plano que tinha preparado na 6ª feira à noite para o sábado era tudo menos curto, o dia começou bem cedinho às 7h30 da manhã!
Depois de sair em Sèvres-Babylone, fui até à Rue du Bac visitar a Chapelle de la Médaille Miraculeuse onde Nossa Senhora apareceu (em 1830) a uma noviça das Filhas da Caridade, Santa Catarina Labouré. Um momento muito especial.
E como estava perto, resolvi dar um saltinho ao Musée Rodin que está instalado no Hôtel Biron, local que foi residência do escultor. Quer no interior do museu, quer nos bonitos jardins que o rodeiam, é possível admirar algumas das obras universalmente conhecidas deste escultor do século XIX/XX, tais como “O Pensador”, “O Beijo” ou “As Portas do Inferno” (baseada na Divina Comédia de Dante), mas também outras menos conhecidas mas não menos interessantes. É ainda possível descobrir uma sala dedicada a Camille Claudel, uma talentosa escultora que foi aluna de Rodin e que o inspirou em alguns dos seus trabalhos, tendo mesmo sido modelo noutros. Apesar de inicialmente ter contado “gastar” 45 minutos neste museu, a verdade é que acabei por ficar mais de uma hora. Foi verdadeiramente interessante, aconselho!
De seguida, andei a passear a pé pelo 7ème arrondissement até me deparar com a Igreja de St-Sulpice, completamente diferente das restantes igrejas parisienses que até então havia visitado. É a segunda maior igreja da cidade (apenas batida por Notre-Dame) e apresenta-se como um majestoso edifício clássico, construído no “espírito” da Contra-Reforma sobre os vestígios de um pequeno santuário romanesco. Foi aqui que o Marquês de Sade e Charles Baudelaire foram baptizados, que Victor Hugo se casou, e, ainda, que Louise Élisabeth de Bourbon e Louise Élisabeth d’Orléans (netas do rei Luís XIV) foram enterradas. A igreja tem um órgão gigantesco que infelizmente não tive a sorte de ouvir mas que se diz ter uma qualidade excepcional; um dos organistas que aqui tocou foi Marcel Dupré. Ainda a assinalar a “Chapelle des Saints Anges” com murais pintados por Delacroix (entre eles, o famoso “Combat avec l’Ange”).
E já que estava numa de Delacroix, resolvi visitar a sua “casa-museu” não muito longe dali. Depois de andar um pouco na Rue de Rennes, encontrei a Rue du Four, que já “conhecia” da música de Guy Béart – Il n’y a plus d’après. Entretanto, encontrei a Boulevard de Saint-Germain com a sua igreja.
O Museu Delacroix fica escondido numa pequenina praça perto de Saint-Germain-des-Près, na última casa onde morou o pintor romântico. É possível admirar não só obras do pintor, mas também algum do seu material de trabalho e pessoal, incluindo o seu atelier. Atrás da casa, existe um pequenino jardim muito simpático. Quem tiver tempo, pode aproveitar e visitar!
Com estas andanças todas já eram mais de 12h; nada como parar na praça ao lado da igreja para almoçar.
A história da antiga beneditina, agora Igreja de Saint-Germain-des-Près, remonta à alta Idade Média (sec. V-VIII), o que faz dela uma das mais antigas de Paris. Vários reis merovíngios e outras personalidades foram aqui enterrados; no entanto, durante a Revolução Francesa, muitos dos túmulos foram destruídos. A igreja é simples por fora, mas por dentro é verdadeiramente… sem palavras. O tecto gótico está pintado de azul com estrelas douradas que lembra o "céu estrelado" da Sainte-Chapelle, e também as capelas deambulatórias são pintadas, bem como as colunas, com motivos florais. Os vitrais azuis da nave tornam o espaço muito acolhedor e vivo.
Foi numa das capelas deste espaço que pude participar numa oração com textos e cânticos de Taizé. Não éramos muitos (o que não estava nada à espera) e a coisa foi muito improvisada. Definitivamente, fez-me sentir imensas saudades de S. Nicolau, mesmo muitas… Durante a oração, dei por mim a ler o salmo em francês e a fazer a 2ª voz e solos com uma rapariga alemã de Frankfurt, muito muito simpática. Já combinámos ir à oração na 3ª feira à noite e treinar juntas os cânticos. Também já prometi aos “organizadores” (que foram super amáveis connosco) que quando tiver a minha guitarra aqui, passarei a tocar na oração! Apesar de tudo, foi muito boa aquela horinha, onde pudemos falar no silêncio a linguagem de Taizé!
A tarde foi calminha. Passeei um pouco junto ao Sena, na Quai Voltaire, cheia de casas de “antiguidades” e bric-à-brac (mas caro!), até chegar ao fantástico Musée d’Orsay.
Este museu magnífico está instalado numa antiga estação de comboios que ligava Paris a Orléans foi construído para a Exposição Universal de 1900. No entanto, mais tarde (por volta de 1939), as suas plataformas revelaram-se pequenas demais para os grandes comboios que circulavam. Hoje, alberga uma impressionante colecção de pinturas, esculturas, mobiliário e até fotografia, sendo de assinalar a colecção impressionista e pós-impressionista, com trabalhos de génios como Van Gogh, Monet, Renoir, Cézanne, Gauguin, Manet, Degas, Sisley, Pissarro, Jean-François Millet, entre tantos outros. Fazendo aqui uma pequenina nota de rodapé, o movimento impressionista (um dos meus favoritos da história d’arte) procura que a obra seja arte em si mesma. A cor, o contraste de luzes, a falta de nitidez de contornos são característicos. No fundo, o artista procurava representar o que via através da cor de da luz, cor essa que muda consoante as condições/luz que rodeiam o objecto (ou seja, não é uma característica intrínseca do mesmo). Durante a visita, vale também a pena prestar atenção à colecção de Art-Nouveau de Guimard e contemporâneos.
E já que estava numa de Delacroix, resolvi visitar a sua “casa-museu” não muito longe dali. Depois de andar um pouco na Rue de Rennes, encontrei a Rue du Four, que já “conhecia” da música de Guy Béart – Il n’y a plus d’après. Entretanto, encontrei a Boulevard de Saint-Germain com a sua igreja.
O Museu Delacroix fica escondido numa pequenina praça perto de Saint-Germain-des-Près, na última casa onde morou o pintor romântico. É possível admirar não só obras do pintor, mas também algum do seu material de trabalho e pessoal, incluindo o seu atelier. Atrás da casa, existe um pequenino jardim muito simpático. Quem tiver tempo, pode aproveitar e visitar!
Com estas andanças todas já eram mais de 12h; nada como parar na praça ao lado da igreja para almoçar.
A história da antiga beneditina, agora Igreja de Saint-Germain-des-Près, remonta à alta Idade Média (sec. V-VIII), o que faz dela uma das mais antigas de Paris. Vários reis merovíngios e outras personalidades foram aqui enterrados; no entanto, durante a Revolução Francesa, muitos dos túmulos foram destruídos. A igreja é simples por fora, mas por dentro é verdadeiramente… sem palavras. O tecto gótico está pintado de azul com estrelas douradas que lembra o "céu estrelado" da Sainte-Chapelle, e também as capelas deambulatórias são pintadas, bem como as colunas, com motivos florais. Os vitrais azuis da nave tornam o espaço muito acolhedor e vivo.
Foi numa das capelas deste espaço que pude participar numa oração com textos e cânticos de Taizé. Não éramos muitos (o que não estava nada à espera) e a coisa foi muito improvisada. Definitivamente, fez-me sentir imensas saudades de S. Nicolau, mesmo muitas… Durante a oração, dei por mim a ler o salmo em francês e a fazer a 2ª voz e solos com uma rapariga alemã de Frankfurt, muito muito simpática. Já combinámos ir à oração na 3ª feira à noite e treinar juntas os cânticos. Também já prometi aos “organizadores” (que foram super amáveis connosco) que quando tiver a minha guitarra aqui, passarei a tocar na oração! Apesar de tudo, foi muito boa aquela horinha, onde pudemos falar no silêncio a linguagem de Taizé!
A tarde foi calminha. Passeei um pouco junto ao Sena, na Quai Voltaire, cheia de casas de “antiguidades” e bric-à-brac (mas caro!), até chegar ao fantástico Musée d’Orsay.
Este museu magnífico está instalado numa antiga estação de comboios que ligava Paris a Orléans foi construído para a Exposição Universal de 1900. No entanto, mais tarde (por volta de 1939), as suas plataformas revelaram-se pequenas demais para os grandes comboios que circulavam. Hoje, alberga uma impressionante colecção de pinturas, esculturas, mobiliário e até fotografia, sendo de assinalar a colecção impressionista e pós-impressionista, com trabalhos de génios como Van Gogh, Monet, Renoir, Cézanne, Gauguin, Manet, Degas, Sisley, Pissarro, Jean-François Millet, entre tantos outros. Fazendo aqui uma pequenina nota de rodapé, o movimento impressionista (um dos meus favoritos da história d’arte) procura que a obra seja arte em si mesma. A cor, o contraste de luzes, a falta de nitidez de contornos são característicos. No fundo, o artista procurava representar o que via através da cor de da luz, cor essa que muda consoante as condições/luz que rodeiam o objecto (ou seja, não é uma característica intrínseca do mesmo). Durante a visita, vale também a pena prestar atenção à colecção de Art-Nouveau de Guimard e contemporâneos.
O museu em si mesmo é qualquer coisa indefinível: o conjunto de pedra clara-metal-tecto de vidro dá uma ideia de modernidade antiga e uma luminosidade que parece fazer renascer as esculturas que se encontram no corredor principal.
Neste local que não poderia deixar de revisitar, acabei por me perder durante toda a tarde…

1 comment:
Béa, c´est très bon de pouvoir suivre ton séjour à Paris! Merci! Tu es une excellente narratrice!Et Itzhak Perlman en jouant Rachmaninoff... c´est super!!!
maman
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