De volta às "mini-micro-maratonas" de descoberta de Paris...
O Palais de Chaillot já aqui foi referido; situado no Trocadero, esta grande construção de 2 alas foi erguida em 1937 a propósito da Exposição Universal de Paris. Mais tarde, em 1948, foi palco da adopção da Declaração Universal dos Direitos Humanos pelas Nações Unidas. Com uma "mega" vista para a Torre Eiffel e Champs de Mars, é, sem dúvida, um dos melhores "spots" para tirar umas belas fotos com a Eiffelzinha como pano de fundo.
Actualmente, o Palais de Chaillot acolhe vários museus e ainda um teatro - o Théâtre national de Chaillot. Infelizmente, um desses museus - o Musée de l'Homme (um museu de antropologia)- encontra-se fechado para remodelações - dommage! Mas Chaillot tem muito mais para ver...

É neste local que se encontra a Cité de l'Architecture et du Patrimoine, um grande complexo que alberga o Musée des Monuments Français, herdeiro de um antigo museu criado por Alexandre Lenoir após a revolução de 1789. Com uma gigante colecção de cópias, é possível apreciar de perto (e à escala de 1:1!) grandes fachadas, estátuas, colunas, capiteis (...) de mais de 300 grandes construções francesas, num belíssimo passeio pela arquitectura civil e religiosa francesa do século XII até ao século XVIII. Desde a fachada da catedral de Chartres ao grande arco do "Gros-Horloge" de Rouen, passando pelo "Anjo do Sorriso" da Catedral de Reims (ah!!! e esta é só para a minha querida família: ao fim de anos, eu tinha mesmo razão :P)... é só escolher!
No 2ºandar deste grande complexo, encontra-se a Galerie d'Architecture Moderne et Contemporaine. Nesta, podemos apreciar várias maquetas de monumentos franceses mais recentes, desde 1850 até aos nossos dias.
Por fim, temos ainda a magnífica Galerie des Peitures Murales et des Vitraux! Com cópias de pinturas de capelas e criptas (sobretudo dos períodos românico e gótico), bem como de vitrais de grandes igrejas (Sainte-Chapelle de Paris, Catedral de Poitiers e Catedral de Bourges, entre outras), é impossível não ficar completamente de boca aberta perante tamanha beleza (e são apenas cópias!). Deu vontade de ir "a correr" ver os originais (e muitos até já os vi, mas não devo ter prestado muita atenção!).
Definitivamente, um museu de seis estrelas!
Mesmo ao lado da Cité de l'Architecture et du Patrimoine, encontra-se o Musée Nationale de la Marine. Confesso
que não estava com muita vontade de entrar - barcos não faz muito o meu género, sempre fui habituada desde pequena a preferir aviões (ou seja, coisas parecidas com "pássaros gigantes de metal" - estranho, ah?!). Mas já que não pagava (vantagem de ter menos de 26 anos!), lá decidi arriscar. Gostei bastante de ver ao "vivo e a cores" partes da grande galera la Réale de Louis XVI; o resto - maquetes de navios, pinturas ilustrando grandes batalhas navais, armas e uniformes, bem como instrumentos de navegação - foi visto meio a correr! A visitar por aqueles que apreciam o tema.

Por fim, falo ainda do Musée Nationale du Moyen Âge (Thermes et
Hôtel de Cluny) que também mereceu uma visitinha recentemente. Para vos situar, encontra-se no 5e arrondissement; para quem desce o Boulevard St Michel em direcção à l'Île de la Cité, fica à direita depois de passar pela Sorbonne. Estão a ver onde é? ;)
Este "Hôtel" foi erguido sobre os vestígios de um grande edifício galo-romano (possivelmente um estabelecimento de banhos públicos) do século II-III, edifício este que foi "vítima" dos Bárbaros depois da queda do Império Romano do Ocidente. Por volta de 1330, o abade de Cluny comprou estas ruínas para ali construir um "hôtel" com elementos tipicamente medievais. As salas deste museu ilustram a vida quotidiana e artística da Idade Média - tapeçarias, obras de joalharia,vitrais, esculturas, pinturas,...Uma das grandes "atracções" é uma colecção de 6 tapeçarias - les six tentures de la Dame à la Licorne, que constituem uma alegoria aos cinco sentidos, sendo que a sexta tapeçaria (conhecida por "à mon seul désir") simboliza a renúncia aos prazer desses sentidos.
E o fim de semana acabou em beleza na Ópera Bastille, a assistir à "Tosca", uma ópera em três actos de Puccini. Confesso que a Floria Tosca não me impressionou muito; já o Scarpia, fiquei com "pele de galinha" a ouvi-lo!