
Domingo… Primeira paragem da manhã: Palais Garnier, mais conhecido por Ópera, um edifício opulento, não fosse ele construído em estilo neo-barroco. Ainda o hei-de ir visitar por dentro!
Depois de ter descido a Av. De l’Ópera até ao Palais Royal e à Comédie Française, segui pela Rue Saint-Honoré até à Église de la Madeleine, onde tinha planeado ir à missa. Inicialmente, foi mandada construir por Napoleão com o intuito de prestar homenagem ao Grande Exército (Temple de la Gloire de la Grande Armée). No entanto, com edificação do Arco do Triunfo, acabou por ser convertida numa igreja. De estilo neo-clássico, inspirada no templo romano de Nîmes (Maison Carrée) é um imponente edifício, do cima das escadarias do qual se pode avistar a Place de la Concorde.
Tive a sorte de ir à missa das 11h e ser brindada por um autêntico concerto com o órgão principal (no qual tocaram músicos como Saint-Saëns e Fauré) e um coro “a sério”. Foi completamente indescritível, fez-me sentir um grande arrepio e aparecer uma, ou melhor, várias(!) lágrimas no canto do olho! Ainda por cima, após a procissão inicial, o cântico de entrada foi um dos meus preferidos que costumam cantar na Alemanha, portanto, foi mais fácil acompanhar e lembrar o meu papá que faz hoje anos! (extracto: “Rassembés dans ton temple, Seigneur nous t’acclamons. Nous chantons ta puissance et tes nombreux bien-faits. Nos coeurs en ta présence, ô Dieu vivant et vrai, exultent d’allégresse pour louer ta grandeur…). Sentir a música ganhar espaço e corpo naquela igreja dourada, fez-me estar em «casa» com a minha família por uns momentos. Portanto, fica decido onde passarei a vir à missa aos domingos! Definitivamente vale a pena todas aquelas vezes que tenho de trocar de estação de RER e metro!
Depois desta belíssima hora que me encheu o coração, desci a Rue Royale, cheia de lojas da Dior, Gucci, e outras não menos caras e enveredei pelos Champs Élysees. Não sei se tem mesmo tudo o que é preciso, o que sei é que tem à entrada um jardim muito acolhedor onde pude almoçar. E devo dizer que as migalhas que deixei também devem ter deixado os pombos muito contentes!...
Acabei por não descer toda a avenida. Pelo contrário, cortei para uma transversal em direcção ao Grand Palais, construção inspirada no Palácio de Cristal de Londres, numa mistura de clássico-art nouveau. Como tinha que pagar para entrar (mas ainda lá hei-de ir!), resolvi apenas admirá-lo por fora e partir antes à descoberta do Petit Palais, mesmo ao lado. O Petit Palais tem no seu interior o Museu de Belas Artes, com objectos de arte desde a Antiguidade Clássica Grega até ao século XIX. A parte que mais gostei foi a relativa à arte cristã ortodoxa, com ícones gregos e russos nas suas típicas cores vermelhas e douradas. A não perder!
Lá fora o tempo não estava grande coisa e ameaçava começar a chover a qualquer momento. Apesar disso, lá me meti a caminho até ao Palais de Tokyo – Musée d’Art Moderne. Interessante por dentro, mal conservado por fora, valeu a pena visitar para admirar a “Composition à la guitare” de Braque.
E claro, se estamos em Paris, nada como passar pela Torre Eiffel que dispensa quaisquer apresentações! O melhor local para admirá-la é mesmo do cimo do Palais de Chaillot no Trocadéro. Foi na frente do terraço deste palácio que Hitler foi fotografado durante a visita à cidade após a sua ocupação em 1940.
A passagem do Sena através da ponte d’Iéna foi ligeiramente atribulada, uma vez que se instalou uma desavença entre vendedores de lembranças e, como resultado, quase que vi uma Torre Eiffel de metal a bater-me na cabeça. Obviamente, saí dali a correr e sem olhar para trás!
Depois deste incidente “à la Póznan” e como o céu estava escuro, nada melhor que visitar o quentinho de outro museu, o de Quai Branly, que superou todas as minhas expectativas! Tem no seu interior várias obras referentes à cultura e civilizações de África, Ásia, Oceânia e Américas, desde instrumentos musicais, a máscaras, vestes, estaturas, armas… Muitíssimo bem concebido, com indicações claras relativamente ao sentido da visita (coisa que é rara aqui nos museus em Paris), inúmeros vídeos e placas explicativas, é um daqueles museus que vale mesmo mesmo a pena, principalmente se se tem crianças. Os miúdos pareciam adorar, principalmente a parte dos índios!
Passada a tempestade, desci o Champs de Mars acompanhada pelo “Vocalise” de Rachmaninov até chegar à École Militaire. Daí, parti para o meu último destino do dia, o Hôtel des Invalides, um conjunto de edifícios relacionados com a História Militar. O projecto inicial de Luís XIV visava a construção de um hospital para os soldados “inválidos”. Apenas visitei a Église du Dôme, inspirada na Basílica de S. Pedro (Roma). A cúpula, embora não seja de Bramante, não lhe fica nada atrás, com os seus dourados, impossíveis de não identificar de onde quer que se aviste. É neste espaço que se encontra a tomba de Napoleão Bonaparte (inicialmente enterrado em Santa Helena) e alguns membros da sua família, bem como outros heróis militares franceses, entre eles o Marechal Foch (I Guerra Mundial), o Marechal Turenne, C.J. de Lisle (autor da Marseillaise), e Hauteclocque (Marechal Leclerc) e Tassigny (heróis da II Guerra Mundial).
Como as pernas já não davam para muito mais e estava um “mega” frio que não se podia, lá voltei para casa, mesmo a tempo de evitar que “o céu me caísse em cima” e que agravasse a minha "rhûme" (rinofaringite) que teima em não desaparecer!
Depois de ter descido a Av. De l’Ópera até ao Palais Royal e à Comédie Française, segui pela Rue Saint-Honoré até à Église de la Madeleine, onde tinha planeado ir à missa. Inicialmente, foi mandada construir por Napoleão com o intuito de prestar homenagem ao Grande Exército (Temple de la Gloire de la Grande Armée). No entanto, com edificação do Arco do Triunfo, acabou por ser convertida numa igreja. De estilo neo-clássico, inspirada no templo romano de Nîmes (Maison Carrée) é um imponente edifício, do cima das escadarias do qual se pode avistar a Place de la Concorde.
Tive a sorte de ir à missa das 11h e ser brindada por um autêntico concerto com o órgão principal (no qual tocaram músicos como Saint-Saëns e Fauré) e um coro “a sério”. Foi completamente indescritível, fez-me sentir um grande arrepio e aparecer uma, ou melhor, várias(!) lágrimas no canto do olho! Ainda por cima, após a procissão inicial, o cântico de entrada foi um dos meus preferidos que costumam cantar na Alemanha, portanto, foi mais fácil acompanhar e lembrar o meu papá que faz hoje anos! (extracto: “Rassembés dans ton temple, Seigneur nous t’acclamons. Nous chantons ta puissance et tes nombreux bien-faits. Nos coeurs en ta présence, ô Dieu vivant et vrai, exultent d’allégresse pour louer ta grandeur…). Sentir a música ganhar espaço e corpo naquela igreja dourada, fez-me estar em «casa» com a minha família por uns momentos. Portanto, fica decido onde passarei a vir à missa aos domingos! Definitivamente vale a pena todas aquelas vezes que tenho de trocar de estação de RER e metro!
Depois desta belíssima hora que me encheu o coração, desci a Rue Royale, cheia de lojas da Dior, Gucci, e outras não menos caras e enveredei pelos Champs Élysees. Não sei se tem mesmo tudo o que é preciso, o que sei é que tem à entrada um jardim muito acolhedor onde pude almoçar. E devo dizer que as migalhas que deixei também devem ter deixado os pombos muito contentes!...
Acabei por não descer toda a avenida. Pelo contrário, cortei para uma transversal em direcção ao Grand Palais, construção inspirada no Palácio de Cristal de Londres, numa mistura de clássico-art nouveau. Como tinha que pagar para entrar (mas ainda lá hei-de ir!), resolvi apenas admirá-lo por fora e partir antes à descoberta do Petit Palais, mesmo ao lado. O Petit Palais tem no seu interior o Museu de Belas Artes, com objectos de arte desde a Antiguidade Clássica Grega até ao século XIX. A parte que mais gostei foi a relativa à arte cristã ortodoxa, com ícones gregos e russos nas suas típicas cores vermelhas e douradas. A não perder!
Lá fora o tempo não estava grande coisa e ameaçava começar a chover a qualquer momento. Apesar disso, lá me meti a caminho até ao Palais de Tokyo – Musée d’Art Moderne. Interessante por dentro, mal conservado por fora, valeu a pena visitar para admirar a “Composition à la guitare” de Braque.
E claro, se estamos em Paris, nada como passar pela Torre Eiffel que dispensa quaisquer apresentações! O melhor local para admirá-la é mesmo do cimo do Palais de Chaillot no Trocadéro. Foi na frente do terraço deste palácio que Hitler foi fotografado durante a visita à cidade após a sua ocupação em 1940.
A passagem do Sena através da ponte d’Iéna foi ligeiramente atribulada, uma vez que se instalou uma desavença entre vendedores de lembranças e, como resultado, quase que vi uma Torre Eiffel de metal a bater-me na cabeça. Obviamente, saí dali a correr e sem olhar para trás!
Depois deste incidente “à la Póznan” e como o céu estava escuro, nada melhor que visitar o quentinho de outro museu, o de Quai Branly, que superou todas as minhas expectativas! Tem no seu interior várias obras referentes à cultura e civilizações de África, Ásia, Oceânia e Américas, desde instrumentos musicais, a máscaras, vestes, estaturas, armas… Muitíssimo bem concebido, com indicações claras relativamente ao sentido da visita (coisa que é rara aqui nos museus em Paris), inúmeros vídeos e placas explicativas, é um daqueles museus que vale mesmo mesmo a pena, principalmente se se tem crianças. Os miúdos pareciam adorar, principalmente a parte dos índios!
Passada a tempestade, desci o Champs de Mars acompanhada pelo “Vocalise” de Rachmaninov até chegar à École Militaire. Daí, parti para o meu último destino do dia, o Hôtel des Invalides, um conjunto de edifícios relacionados com a História Militar. O projecto inicial de Luís XIV visava a construção de um hospital para os soldados “inválidos”. Apenas visitei a Église du Dôme, inspirada na Basílica de S. Pedro (Roma). A cúpula, embora não seja de Bramante, não lhe fica nada atrás, com os seus dourados, impossíveis de não identificar de onde quer que se aviste. É neste espaço que se encontra a tomba de Napoleão Bonaparte (inicialmente enterrado em Santa Helena) e alguns membros da sua família, bem como outros heróis militares franceses, entre eles o Marechal Foch (I Guerra Mundial), o Marechal Turenne, C.J. de Lisle (autor da Marseillaise), e Hauteclocque (Marechal Leclerc) e Tassigny (heróis da II Guerra Mundial).
Como as pernas já não davam para muito mais e estava um “mega” frio que não se podia, lá voltei para casa, mesmo a tempo de evitar que “o céu me caísse em cima” e que agravasse a minha "rhûme" (rinofaringite) que teima em não desaparecer!
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6 comments:
Dank Bia
Isto é que é caminhar por essa Paris? Consegues fazer uma excelente descrição.
Ver para compreender e compreender para construir
Bye (ou Bia?)
Ora, estava eu e a minha mãe (que já é assídua leitora do blog) a pensarmos em sugerir-te visitares a Igreja de Madeleine, quando vejo que já cá tens um novo post a falar sobre isso mesmo... Estamos todos "sintonizados" em ti :)
Na altura em que aí estive não pude visitar a igreja pois estava fechada. Por isso, deslumbra-te e aproveita por nós...
Um beijinho meu e outro da minha mãe***
Olá Bia!!
Bem com estas descrições todas e ao ver que Paris até tem uns quantos lugares para ver, está-me cá a parecer, que vou aí no dia planeado, mas depois não volto tão depressa! lolol
10 "elevado" a 12 beijos!!!
Olá Bia!
Pois é, tanto para ver em tão poucos dias, eu tenho uma sugestão, por mim podemos ver tudo o que é pintura!!! 3 dias chegam? Lol Acho que os meus companheiros de viagem me atiravam do avião.
Diverte-te Bia!!!
Beijinhos
Bem, parece que as "antenas estão mesmo na mesma frequência"! Se tiverem mais sugestões, é só dizer!
Grande beijinho para as duas!
Esquece Duarte! Com esse comment, já está garantido que, mal cheguem aos 8000 m de altitude, o Rui e o Pedro atiram-te cá para baixo :)
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